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12 de mai. de 2014

Se a vida começa aos 40 então inicio agora a decantação da vida anterior.

Iniciar o processo de esquecimento do que já passou e zerar o cronometro.

Deixar tudo para trás, armazenar energia, mergulhar profundamente pra dentro, no mais intenso sentimento, no âmago de minha essência e ser só essência até o despertar para uma nova vida, para a luz.

É lento mas muito eficaz.

Pessoas, experiências, traumas e também amores, conquistas, os apegos, nada vem junto a partir de agora, somente a essência.

Nela me abastecer, me preparar, me libertar do acúmulo emocional de 39 anos e voltar-me totalmente para dentro para o mais íntimo, mais puro e verdadeiro.

Entrar na cadência orgânica e simbiótica com a vida, com o tempo e o novo ciclo que se inicia agora, hoje, um profundo ciclo de intensa decantação de toda a minha vida até esse momento.

Outras fases virão dentro desse ciclo, cada uma eterna dentro de si, mais, é especulação de momentos que ainda não existem.

Morri, transmuto, decanto e aguardo o renascer, na confiança e no desejo de ascender em uma nova vida, nova vida...

Que a Imperatriz seja minha guia!

17 de jul. de 2013

Morrer para viver

"Desejei a morte, a transmutação, o renascimento, a sabedoria, o amadurecimento, só não sabia como seria as fases desse caminhar, a decantação desse processo. Encontrei o crescimento, o aprendizado, renovações e mudanças, o novo. Escorreguei no desapego, na entrega estagnei. A vida pressionou: só sabe viver quem sabe morrer."

15 de jan. de 2013

Ela Cigana


~ Ela, cigana ~

Sou mulher do tempo, guiada pelo vento;
sou mulher do Sol e amante da Lua;
sou mulher da rua.

Sou mulher da luz e da escuridão,
minha casa é a imensidão.

Sou feiticeira antigamente perseguida,
mas ainda, por muitos, temida.

Sou andarilha sempre em busca,
guerreira sempre na luta.

Sou mulher de escolhas e de opinião,
vejo o destino na palma da mão.

Sou mulher de muitas diretrizes,
traçadas por minhas cicatrizes.

Sou mulher de corpo frágil,
mas de alma forte.

Sou a força de toda uma vida 
e prova da inexistência da morte.

Se um dia eu cruzar seu caminho agradeça, moço, 
poucos têm essa sorte.
Nina Bispo

Sou mulher do tempo, guiada pelo vento;
sou mulher do Sol e amante da Lua;
sou mulher da rua.

Sou mulher da luz e da escuridão,
minha casa é a imensidão.

Sou feiticeira antigamente perseguida,
mas ainda, por muitos, temida.

Sou andarilha sempre em busca,
guerreira sempre na luta.

Sou mulher de escolhas e de opinião,
vejo o destino na palma da mão.

Sou mulher de muitas diretrizes,
traçadas por minhas cicatrizes.

Sou mulher de corpo frágil,
mas de alma forte.

Sou a força de toda uma vida 
e prova da inexistência da morte.

Se um dia eu cruzar seu caminho agradeça, moço, 
poucos têm essa sorte.


Nina Bispo