11 de nov de 2011

Não existe ex fotógrafa, uma noite especial

Dia desses fomos para Paraty, delicioso, a estrada, o mato, tantas árvores, paisagem aberta, horizonte.
Fomos ao Festival Internacional de Música Latina.
Um festival desse tipo era minha especialidade em fotografia antes de engravidar, para mim significaria muita diversão, curtição e uma deliciosa oportunidade de fazer boas fotos,  de me relacionar, pois fotografando rola uma troca muito boa com muita gente, com quem me vê fotografando, os fotografados, com outros fotógrafos, era muito bom.
Todo caso levei minha máquina, o que conseguisse fazer com meu filho junto estaria ótimo.
No mínimo iria curtir o show, coisa que também nunca mais eu fiz.
Quatro anos, precisamente, sem fotografar, sem ir a um show, sem sair na noite e com quase nenhum relacionamento.
Estava animadíssima.
Peguei minha pulseira de acesso, fui para o local indicado e meu filho já estava com sono.
O evento começa e eu também, sem jeito, fria, estranhando até meu próprio equipamento.
A cada clique o sentimento vai retomando.
Ganho o espaço junto aos outros fotógrafos, coloco o filho no Sling e o instinto renasceu.
Conclui: não existe ex fotógrafa!
Me senti viva, quente, o sangue circulando em meu corpo, satisfação.
Que prazer em compor as imagens, fotometrar, focar, brincar, experimentar.
Meu filho?
Continua no sling, andando comigo, fotografando comigo, acompanhando tudo.
Além de curtir o show e fotografar, curtia meu filhote, cheirando, beijando, brincando, conversando.
Foi muito especial.
Para eternizar estes momentos deliciosos, o fotógrafo João Rocha Braga Filho nos presenteou:
jgoffredo.blogspot.com
 





















Ele me chamou de canto e mostrou suas lindas fotos.
Foi uma surpresa muito feliz, pedi a ele e em 2 dias enviou-as para mim.
De quebra conheci mais de perto seu trabalho e pude desfrutar de suas belas composições.
Dia 05/11/2011, Paraty RJ, um dia muito especial guardado para sempre!
Obrigada João pelas fotos, obrigada Cauê por fortografar comigo.

João também escreveu sobre este dia e estas fotos, a visão do fotógrafo, muito bacana, confiram:

5 comentários:

Anônimo disse...

Eu achei lindo, tanto o seu texto, quanto o dele. No seu, achei o máximo a interação daquilo que vc quiz fazer, fotografar, com o Cauê, remetendo conscientemente a ideia de que, nós mulheres, somos fortes quando queremos e damos conta de tudo, literalmente, além da essência mãe e filho, tão intimista, verdadeiro, logo, puro. No caso do fotógrafo sem comentários. Ele percebeu, ele sentiu, um cara desses, com essa percepção é difícil de encontrar e ainda valorizou a mulher Débora que havia naquela fotógrafa-mãe. Demais... Um beijão, saudades!
Priscila Soares

PatydaSara disse...

Parabéns, Débora!!! foi tudibom ver vc e seu filhote juntos, curtindo o momento, é isso mesmo: Nós não "morremos" quando somos mães, acho até que é justamente o contrário!!parabéns ao fotógrafo, que soube tão bem dimensionar esse momento!!
bjsss!!

Déborah Gérbera disse...

Obrigada Prisci e Paty, grande beijo!
Déborah

ecoline disse...

Fui lendo seu texto e me impressionei!
Parecia eu falando de mim mesma!
"Sem fotografar, sem ir a um show, sem sair na noite e com quase nenhum relacionamento." "Sem jeito, fria, estranhando até meu próprio equipamento."
Muito bom saber, que existem pessoas que passam pelo que passo e conseguem unir família e diversão!

Joao Rocha Braga Filho disse...

Adorei reler o texto, e ler os comentários. Muito obrigado Priscila Soares e PatydaSara. Obrigado Déborah. Considero estas fotos duas das mais importantes fotos que fiz até hoje, se não as mais importantes.

Déborah, estou escrevendo um outro artigo, que tem uma parte que é sobre catalogação de fotos. Vou usar uma das fotos de novo, e colocar os links para os artigos onde elas aparecem.